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Tenho 20 anos e minha primeira vez foi aos 19, com meu namorado atual. Ele já havia tido relação sexual antes. Em fevereiro, ele descobriu que estava com HPV devido a uma minúscula ruga na cabeça do pênis dele. Fez cauterização e seguiu todo o tratamento. O médico disse que poderia ter pegado por umidade devido ao excesso de pele no pênis, já que eu era virgem e a antiga parceira fixa dele não tinha doença nenhuma. Após isso, ficamos 45 dias sem transar conforme indicação médica. Como ele pegou HPV, sendo que eu era virgem e não tenho doença nenhuma? Há alguns dias, tenho tido corrimentos avermelhados, minha urina está com um cheiro muito forte e amarelada, e ontem sangrei após a relação sexual, mas não sinto dores. Li que estes são sintomas de câncer no colo do útero. Ainda não fui ao ginecologista, mas estou com medo do que ele possa me dizer. Será que estou com câncer no colo do útero? Eu e meu namorado temos cura? Obrigada. (Carol)

Carol, tenha calma. Muito provavelmente seus sintomas não estão relacionados ao câncer do colo do útero. No momento, o importante é que passe por uma avaliação ginecológica para esclarecer os motivos dos seus sintomas. Quanto à origem do HPV em seu namorado, deve ser de algum relacionamento anterior, porque, apesar de existir, a transmissão por objetos é menos freqüente.

Dr. Eddy Nishimura é ginecologista e obstetra do Hospital Santa Cruz

Estou com o vírus HPV. Tenho que tirar um pedaço do meu útero. Gostaria de saber se posso continuar tendo relações sexuais normais. (Rita)

Rita, durante o tratamento do HPV, você deverá manter relações com preservativo para que você não transmita o vírus ou adquira, novamente, a partir do seu parceiro que estará sendo tratado também, ou evitar pegar uma nova infecção de um outro parceiro.

Dr. Eddy Nishimura é ginecologista e obstetra do Hospital Santa Cruz

O homem e a mulher quando iniciam a relação sexual juntas tem risco de pegar o HPV? (Shirley)

Shirley, o HPV é de transmissão sexual, sendo a transmissão por outro tipo de contato muito rara (por exemplo, por objetos contaminados). Portanto, se o casal inicia atividade sexual e nunca tiveram nenhum outro tipo de contato (mesmo que sem penetração), não tem a possibilidade de adquirir o HPV.

Dr. Eddy Nishimura é ginecologista e obstetra do Hospital Santa Cruz.

Gostaria de saber o que acontece com o homem que faz sexo oral numa mulher com HPV. (Rose)

Rose, o HPV pode ser transmitido à mucosa oral e causar as mesmas lesões nessa cavidade que acontecem nos genitais. Diagnosticado o HPV na mulher, o homem deve praticar o sexo oral nela com algo que haja como barreira como, por exemplo, um filme plástico ou abster-se dessa prática até não haja sinais do mesmo na vulva da parceira.

Dr. Eddy Nishimura é ginecologista e obstetra do Hospital Santa Cruz.

Tenho 25 anos e tenho HPV. Será que posso engravidar? (Bruna)

Bruna, você poderá engravidar assim que os exames realizados no casal mostrarem, após aproximadamente seis meses, controle sobre as manifestações do HPV. Isso devido à eventual necessidade de tratamento de lesões causadas pelo vírus, melhor se feito fora do período gravídico.

Dr. Eddy Nishimura é ginecologista e obstetra do Hospital Santa Cruz.

Fui no médico e ele diagnosticou HPV, umas verrugas. Posso usar alguma pomada ou só o tratamento com ácido mesmo? (Marta Rosa)

Marta Rosa, você deve passar por consulta ginecológica, para que seja avaliado a extensão da doença e qual seria a melhor forma de tratar essas verrugas. Normalmente, no caso do HPV, as lesões são extirpadas através de líquidos que são corrosivos e devem ser aplicados pelo médico, geralmente em várias aplicações. Além disso, o médico realiza alguns exames como Colposcopia e Papanicolaou para determinar se não há outras DSTs associadas. O seu parceiro sexual deve ser examinado por um urologista, para ser tratado também, ok?

Dr. Eddy Nishimura é ginecologista e obstetra do Hospital Santa Cruz.

Tenho 18 anos. Aos 16, fui ao ginecologista sozinha. Descobri que tinha uma ferida. Ele cauterizou sem fazer outro exames. Freqüentei o médico uma vez por semana em três meses. Passado um ano e meio, sentia dores fortes no útero e ele inchava. Resolvi ir a outro médico. Descobri que ainda estava com uma ferida. Para ter certeza, resolvi ir em outro agora. Ela fez todos os exames necessários antes de uma cauterização. Descobri que tinha o vírus HPV e como também tenho vários casos de câncer na familia por parte de mãe fiz o tratamento. Depois de seis meses, fui em outra ginecologista. Fiz outros exames e deu todos negativos, mas agora moro fora do país e aqui o processo é muito lento, mesmo porque realizam tratamentos ginecológicos a partir dos 23 anos. Como já tinha passado por tudo isso no Brasil realizaram exames de sangue, mas não o de HPV. Sinto dores no útero ainda e minha médica disse que o HPV não tem cura. Gostaria de saber o máximo possível sobre esse vírus. Já li tudo o que se possa imaginar, mas ainda tenho minhas dúvidas, pois ela disse que não existe cura, mas tem como controlar. Meu HVP pode levar a um câncer e ele realmente não tem cura? Mesmo com ele controlado, posso passar para meu parceiro e até quem sabe no futuro passar para meu filho? (Lulu)

O problema do HPV é bastante sério, principalmente porque algumas famílias deste vírus podem provocar o câncer de colo uterino, porém se você realizar o exame de Papanicolau regularmente poderá detectar precocemente o surgimento de algum problema, pois felizmente o avanço da doença é lento. A persistência da atividade do HPV depende de fatores imunológicos e a maioria da pessoas acaba desenvolvendo resistêcia e bloqueando a atividade viral. As vacinas para HPV já são uma realidade e provavelmente a partir do próximo ano já teremos a sua comercialização no Brasil. O acompanhamento ginecológico rotineiro e uma vida saudável são fundamentais para que você não tenha problemas futuros devido a este vírus. A assistência pré-natal cuidadosa também evitará que o seu bebê seja afetado. O tratamento precoce das lesões evitará o surgimento de um câncer de colo uterino, portanto não fique neurótica com o problema (pois é bastante comum na população) e cuide bem de sua saúde.

Dr. Kendy Kumagai é ginecologista do Hospital Nipo-Brasileiro.

Qual é a diferença entre o HPV e o herpes genital? (Maria)

Maria, o HSV (herpes simples vírus) causa uma DST caracterizada por exulcerações (são inicialmente pequenas bolhas que posteriormente se rompem) múltiplas e dolorosas evoluindo para crostas e cicatrização. Há também formação de "íngua" na região inguinal e sintomas gerais como febre e mal estar. Após a cura, o vírus pode permanecer nos nervos periféricos e em cerca de 60 a 90 % dos casos pode recidivar com novos episódios geralmente de menor intensidade que o primeiro. Com relação ao HPV (papiloma vírus humano) podendo se apresentar clinicamente como verrugas, ou subclínicamente quando é diagnosticado através do Papanicolaou ou colposcopia devido às alterações celulares que provoca. Na sua fase latente (ou seja, sem sinais) só é diagnosticado através de testes de DNA-HPV. Sua importância como DST reside no fato de um grupo desses vírus ser de alto risco para o desenvolvimento do câncer genital.

Dr. Eddy Nishimura é ginecologista e obstetra do Hospital Santa Cruz.

Fiz exame ginecológico e descobri que estou com HPV. Minha médica disse que terei que fazer cauterização no colo do útero. Tem um mês que coloquei um DIU, pois não posso usar hormônios. Para fazer a cauterização, eu terei que retirar o DIU? Senti muita dor pra colocá-lo e no no primeiro dia tive cólicas terríveis. Acredito que se eu tiver que tirar não terei coragem de colocar novamente.

A presença do DIU predispõe a infecções dos órgãos genitais internos, principalmente nos dois primeiros meses após a colocação, diminuindo bastante esse risco após esse período, desde que você tenha uma vida sexual regrada (parceiro único). A necessidade de cauterização não é uma indicação de retirada do DIU, mas deve-se ter um acompanhamento de perto, pois a qualquer sinal de infecção é melhor retirá-lo.

Dr. Rodrigo Borsari é ginecologista do Hospital Nipo-Brasileiro.

Tive condiloma, mas já tratei. Depois de uns três meses, apareceu no meu marido. Ele também já tratou, mas tem pouco tempo e agora quero engravidar. Tem algum risco para o bebê?

Pode haver dependendo do tipo de HPV e se o parto for normal. Você deve ser avaliada periodicamente na gravidez para saber se o parto poderá ser normal ou não.

Dr. Eddy Nishimura é ginecologista e obstetra do Hospital Santa Cruz.

Há um ano, descobri que estava com o vírus do HPV. Fiz algumas cauterizações, tomei alguns remédios e as verrugas que aparecem sumiram, mas agora elas voltaram a aparecer. Gostaria de saber se tem algum remédio que eu possa passar ou tomar para que elas desapareçam ou terei que fazer novamente as cauterizaçoes que já fiz? Estou sem manter relação desde de que descobri, pois tenho medo de passar para outra pessoa.

O retorno das verrugas dependem de vários fatores como imunidade da pessoa, reinfecção, assincronismo da lesão (fases diferentes), falha do tratamento e latência do vírus. O melhor tipo de tratamento dependerá da avaliação de seu médico.

Dr. Eddy Nishimura é ginecologista e obstetra do Hospital Santa Cruz.

Tenho HPV, ou seja niva em grau III. Já tirei o lábio vaginal esquerdo e parte do direito. Acho que está alastrando. Gostaria de saber o que devo fazer, pois minha doutora já não sabe mais o que fazer para evitar que a doença avance.

A ressecção de lesão pré-maligna ou maligna deve ser ampla o suficiente para que as margens do material retirado estejam livres de lesão. Outros tratamentos não cirúrgicos podem ser associados, por exemplo, para melhora da imunidade local, que ajudaria na detenção dessa progressão. Oriento você a procurar um ginecologista especializado em oncologia para melhores esclarecimentos.

Dr. Rodrigo Borsari é ginecologista do Hospital Nipo-Brasileiro.

A ex-mulher do meu marido esta processando ele, alegando que ele transmitiu a doença do HPV para ela. Nem eu e nem ele temos a doença. Já faz 3 anos que isto ocorreu em 6 em 6 meses faço os exames e não consta nada. É possível ela ter contraído a doença de outra forma a não ser pelo sexo?

Sim, existem outras formas de contaminação.

Dr. Kendy Kumagai é ginecologista do Hospital Nipo-Brasileiro.

Gostaria de saber que relação há entre células escamosas e câncer. O Câncer de Colo de Uterino é reversível, possibilitando até mesmo uma gravidez pós-tratamento?

O Câncer de Colo Uterino mais freqüente é o de células escamosas (uma diferenciação avaliada pelo médico patologista ao microscópio que norteia a escolha da terapia pelo ginecologista). As lesão pré-malignas como as NICs (I, II, III) são reversíveis com o tratamento adequado e possibilitam gravidez após a remissão dessas lesões. No entanto, o Câncer Invasivo pode ser tratado com a retirada do útero ou radioterapia de acordo com a gravidade e nesses casos a gravidez fica inviável.

Dr. Rodrigo Borsari é ginecologista do Hospital Nipo-Brasileiro.

 


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