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Terapia Sexual
O psicoterapeuta sexual Alessandro Ezabella responde as
principais dúvidas sobre sexualidade humana
Libido
Eu e minha namorada já fizemos sexo algumas vezes, porém, ela não consegue sentir prazer (pelo menos não durante a penetração). Ela diz que sente alguns momentos de prazer e, no final das contas, acaba se sentindo mal por não conseguir sentir o prazer que acha que deveria sentir. Ela é bem inexperiente e já havia feito antes com o ex-namorado, porém tinha o mesmo problema. Ela me disse também que as poucas vezes que sentiu prazer com o ex, ela havia bebido. Para mim também não tem sido muito prazeroso, até consigo gozar, mas eu nunca havia feito sexo antes com alguém mais inexperiente do que eu. Não sei se é esse o problema também. Gostaria de saber o que devo (devemos) fazer. Isso é normal? (Zaturno)

Zaturno, beber não é a melhor alternativa para quem quer ter uma relação sexual saudável. Sua namorada pode demonstrar com isso que precisa sentir-se mais à vontade e segura no relacionamento. Seria interessante você e sua namorada pensarem juntos sobre o que é sentir prazer. Uma coisa importante: em geral, as mulheres sentem mais prazer explorando a região mais externa da vagina, principalmente o clitóris. A penetração é mais prazerosa para o homem, enquanto as mulheres podem até sentir algum desconforto, se o pênis do parceiro for muito grande, por exemplo.

Oi, estou casada há 11 meses, só que sinto uma extrema falta de vontade de fazer amor com meu marido. Não fico lubrificada, não tenho ânimo e, sempre quando ele vem tentar algo, me esforço para continuar. Tenho sempre que usar gel lubrificante. Parei de tomar anticoncepcional para ver se ajudava, mas nada. O que eu faço? O meu marido tem um fogo danado, mas eu não sei como ter este fogo também. Me ajudem, por favor. (Lu)

Lu, é necessário uma avaliação médica e psicológica para saber o motivo da sua baixa no desejo sexual e a falta de lubrificação. Você não deve se cobrar por não ter o mesmo fogo que seu marido, mesmo porque homens e mulheres podem ter diferenças na freqüência com que desejam transar.

Procure o auxílio de um(a) médico(a) ginecologista para uma avaliação clínica e também de um(a) psicoterapeuta sexual. Descartada qualquer alteração orgânica, o(a) psicoterapeuta poderá conduzir o tratamento de forma que você e seu marido tenham uma relação sexual satisfatória.
Namoro há 2 anos. Tenho certeza de que nos amamos muito, vivemos bem, porém, não temos relações constantemente, às vezes demora bastante. Será que ele está me traindo ou até mesmo não sente desejo por mim? (Binha)

Binha, um casal pode não ter uma freqüência sexual satisfatória para um dos parceiros pelos mais diversos motivos. A única forma de saber ao certo o que está acontecendo é perguntar para o seu namorado. Tome cuidado ao levantar hipóteses diversas, pois elas podem não ter muito fundamento e prejudicar o relacionamento de vocês. Seria interessante vocês terem uma conversa franca e sincera, onde cada um possa expor seus medos e expectativas e, partir disso, rever o que pode ser melhorado no relacionamento de vocês.
Depois de 15 anos casado, tive uma decepção e me separei. Isso já afetava meu desempenho sexual havia alguns meses, desenvolvi uma DE há mais de 2 anos. Só voltei a me relacionar com outra mulher por algumas semanas, tendo sido uma experiência sexual desagradável e que me excitava pouco. Já faz quase 8 meses que não me relaciono com mulheres, só me masturbo, e ainda assim, muito pouco. O desejo sexual decaiu muito. Exames gerais indicam tudo normal. Assim sendo, pergunto: a abstinência prolongada pode trazer algum inconveniente? A opção de me abster, se for definitiva, pode me prejudicar de alguma forma? Por outro lado, caso deseje manter o ritmo da atividade sexual, posso usar algum medicamento para melhorar o desempenho e evitar a DE? (Carioca)

Carioca, não existe nenhum problema com a abstinência das relações sexuais por um período prolongado. Mas vejo que você parece hesitar entre esta abstinência e a vontade de se relacionar com alguém, porém sem as dificuldades que vem encontrando.

Como você já procurou um médico e ele indicou que fisicamente está tudo bem com você, talvez seja a hora de procurar um psicoterapeuta sexual para uma avaliação e tratamento apropriados para o seu caso. Você menciona questões importantes, como sua separação e um relacionamento posterior, que podem ter interferido diretamente no seu desempenho sexual e que merecem uma atenção especial num trabalho de psicoterapia, caso você tenha interesse.
Meu namorado tem 26 anos e estamos juntos há 3 anos. Sempre tivemos relações normais, porém ele sempre teve dificuldade em manter a ereção por muito tempo. Mas, há um pouco mais de um ano, a coisa piorou muito. Hoje ele mal consegue ter ereção e diz que tem baixa libido. Não sei o que fazer para ajudá-lo! Já faz tempo que está assim. Tenho medo que ele não volte mais ao normal! (Nana)

Nana, seu namorado é muito jovem para ter dificuldades em ter ereção. Recomendo que ele procure um médico urologista para uma avaliação clínica, pois alguns fatores orgânicos podem comprometer a ereção dele, como a diabetes, o cigarro, o estresse, entre tantos outros fatores. Caso o médico constate que está tudo bem fisicamente com ele, vocês devem procurar um psicoterapeuta sexual para avaliar possíveis causas que o tenham levado a essa dificuldade em obter a ereção.

Mas enquanto isso não acontece, Nana, que tal vocês encontrarem outras formas de sentir prazer? A penetração é importante para a relação sexual, mas existem várias outras formas de se obter prazer sem depender da penetração e, consequentemente, da ereção do seu parceiro. Ao mostrar isso ao seu parceiro, ele vai se sentir menos obrigado com a penetração, além de permitir ao casal explorar novas possibilidades de sentir prazer.
Gostaria de melhorar a sexualidade no meu casamento. Tenho 12 anos de casada e ultimamente meu marido não me procura mais. Ao pressionar um pouco, ele melhorou, mas confessou que havia perdido a atração sexual por mim. Não tem outra, conversamos muito, mas resolvi buscar formas de melhorar o quadro. Comprei até uma camisola sexy pra ver se ajuda, roupas íntimas sensuais ajudam a despertar o homem ou é apenas mito? Que outra dica você me daria? (Cleimary)

Cleimary, é difícil dar dicas quando temos que lidar com as características de cada pessoa. Mas de qualquer forma, você parece estar no caminho certo. Agora é o momento para cada um de vocês prestar mais atenção no outro e abusar da criatividade. Procurem quebrar a rotina e pensar em coisas que vocês gostariam de fazer juntos, mas sempre respeitando os limites de cada um. Uma conversa franca e sem julgamentos pode ajudá-los a entender as necessidades e dificuldades de cada um no relacionamento também.
Minha namorada toma anticoncepcional Minesse. Faz muito tempo que nos não temos relações sexual, mais de um ano e não sei o que fazer. Ela procurou um médico. Antes ela tomava outro anticoncepcional e ela não sente vontade de fazer amor comigo. Antes, fazíamos três vezes por semana e agora ela se sente fria e não se entrega. Isso é ruim, pois sexo é o ponto ideal do namoro, ou melhor, de qualquer relação. Não consigo trair, mas também não estou mais aguentando tanto tempo sem fazer amor. Por favor, me ajudem.

Essa vontade de não transar da sua namorada pode ser por causa do anticoncepcional, mas pode haver outras causas também. Seria interessante descartar a possibilidade de interferência do anticoncepcional fazendo uma visita ao ginecologista. Caso essa inibição do desejo da sua namorada não seja por causa do anticoncepcional, vocês podem procurar um psicoterapeuta sexual para uma avaliação psicológica do casal. Seria interessante ainda vocês ter uma conversa sincera a fim de saber o que levou sua namorada a essa inibição do desejo e o que vocês podem fazer de imediato para que ambos sintam-se mais à vontade um com o outro.
Como sei que estou gozando? O que vou sentir na hora?

Em geral, o garoto goza (atinge o orgasmo) quando ejacula, porém não é uma regra. Já para a garota fica um pouco mais difícil identificar quando ela está gozando, pois ela não ejacula como os garotos. Alguns sinais podem ajudar a mulher a identificar quando atinge o orgasmo, como as pupilas, dilatadas, batimento cardíaco acelerado, sensação de moleza nas pernas, por exemplo. Porém, saber quando uma mulher está gozando vai depender muito mais do quanto ela tem intimidade com o próprio corpo e permite vivenciar sua própria sexualidade.
Nos últimos tempos meu namorado anda sem vontade de manter relações sexuais comigo. Tirando este problema, o resto do relacionamento vai muito bem porque nos gostamos bastante. Já conversamos e ele acha normal. Perguntei se o problema era eu e ele disse que não. Na maioria das vezes, eu tenho que tomar a iniciativa. O que pode estar acotecendo com ele? (Dana)

Dana, é difícil dizer o que pode estar acontecendo com seu namorado. Não é raro acontecer de um dos parceiros querer ter uma freqüência de relações sexuais maior que o outro. E, ao mesmo tempo, podem ser vários os motivos que levam seu namorado a não ter vontade de manter relações com você.

Em geral, as mulheres tendem a acreditar que há algo de errado com elas e se culpam por isso, sendo que nem sempre isso é verdade. Procure ter uma conversa sincera com seu parceiro. Explique sua necessidade de ter um contato mais íntimo com ele, mas ao mesmo tempo esteja aberta para ouvi-lo e compreender o que o fez não querer ter relações sexuais com você.

Pretendo fazer uma série de exames e de tratamentos para conseguir engravidar. Acontece que últimamente não suporto que meu marido me toque. Não consigo ter uma relação completa, não sinto prazer, magoa na penetração. Sinto a minha vagina muito seca, sem lubrificação nenhuma. Isto é normal ou é algum problema? Devo contar ao meu ginecologista?

A lubrificação vaginal tende a se alterar conforme o período do ciclo menstrual em que a mulher se encontra. A vagina costuma ficar sem lubrificação nenhuma por um determinado período, porém se isso ocorrer por um período muito grande, é recomendável procurar um ginecologista e relatar tudo que você julgar importante e necessário para a avaliação deste profissional. Lembre-se ainda que mulheres em tratamento para engravidar podem estar mais fragilizadas e sensíveis e muito ansiosas com o resultado do tratamento, podendo deixar sua relação com os parceiros e com a própria sexualidade bastante vulneráveis. Se julgar necessário, procure um psicoterapeuta sexual para acompanhá-los neste período.
Tenho 26 anos e sou casado há 5. No início, as relações sexuais com minha esposa eram freqüentes. Hoje ela diz não sentir prazer e que gostaria que eu não a procure por 1 ou 2 meses. O que será que esta acontecendo?

É difícil dizer o que está acontecendo quando não se conhece o histórico do casal. Mas você percebeu que houve uma mudança na frequência sexual de vocês. É interessante vocês procurarem investigar um pouco melhor o que leva sua esposa a não sentir prazer e pensarem juntos sobre como está o relacionamento de vocês hoje. Sugiro que vocês conversem para ver o que a levou a não sentir prazer e se isso tem alguma relação com fatores hormonais, por exemplo. Descartada essa possibilidade, recomendo que vocês procurem um psicoterapeuta sexual a fim de buscar um auxílio especializado para este caso.
O que devo fazer? Tenho 40 anos e há cerca de um ano e meio não tenho desejo sexual. Meu relacionamento está por um fio. Por favor, me ajude, pois não tenho assistência médica. Já me falaram do testorena, mas para eu comprar precisa ter receita.

Antes de fazer uso da testosterona, seria interessante você procurar um médico de um posto de saúde para que ele possa analisar seu caso. Mesmo porque o uso inadequado deste hormônio pode ser prejudicial à sua saúde. Além disso, não temos certeza que a falta de desejo sexual que você menciona está relacionada a aspectos orgânicos.

Como diz que o relacionamento está por um fio, imagino que tenham passado por vários momentos no relacionamento de vocês que talvez possa ter interferido diretamente no desejo sexual de ambos. Talvez o mais indicado seja você procurar um psicoterapeuta sexual que possa auxiliá-la no seu relacionamento e, havendo necessidade, ele mesmo poderá encaminhá-la para um ginecologista a fim de analisar possíveis causa orgânicas para este problema.
Tenho uma namorada há muitos anos, mas que não curte muito transar. Por mim, transaria todos os dias. Ela sempre está cansada. Sinto falta de ter mais relação. Já conversamos bastante sobre o assunto. Dizendo ter dó de mim e sabendo de minha necessidade, ela até já disse que se quisesse poderia transar com outra pessoa. Como lidar com esta situação?

Pode ocorrer do casal ter um ritmo diferente quanto ao desejo. Na adolescência, os garotos querem muito descobrir sua sexualidade enquanto as garotas se reservam um pouco mais. Seria bom rever o relacionamento de vocês, já que sua namorada está praticamente abrindo mão de um relacionamento exclusivo com você e, a partir disso, ver que papel cada um está ocupando, ou seja, quais as expectativas de cada um dentro desse relacionamento.
Tenho uma filha de 4 anos e meio e desde que tive ela meu marido reclama que estou fria. De fato, não tenho desejo. Faço porque somos casados. Tomei de tudo que os outros dizem que aumenta o desejo, mas nada resolve. O que fazer? Não estou tomando nenhum anticoncepcional faz 10 meses para ver se melhorava, mas nada resolveu. O que fazer? Estou no Japão e preciso de uma resposta urgente, por favor.

A queda no desejo sexual pode ocorrer após uma gravidez, como você mesma está relatando. Essa queda pode estar tanto relacionada a fatores hormonais, mas também tem um fator psicólogico importante: a partir do momento que a mulher dá à luz, ela está desenvolvendo mais um papel social (mãe), mexendo inconscientemente com os conceitos do casal quanto à sua sexualidade. A mulher sente-se obrigada a cuidar da criança pequena e desprotegida e o homem pode sentir ciúmes ou mesmo se afastar como uma forma de respeito a esse papel. Ou seja, o casal deve se reestruturar com a inclusão desse novo membro na família e expor um ao outro seus medos e expectativas quanto aos papéis que ocupam (pai, mãe, marido, esposa, etc.).

Não sei qual a realidade do atendimento médico no Japão e a abertura que eles dão para questões sexuais. Conversando com alguns colegas, fui informado que, por uma questão cultural, os orientais recorrem muito pouco aos médicos e isso pode interferir no seu tratamento. Mas se não for essa a realidade do local onde se encontra e houver uma abertura maior, procure um médico ginecologista e, se possível, um terapeuta sexual.

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