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Baladas japas, um outro conceito de balada

Texto: Alex Ogushi/NJ | Fotos: Divulgação

Não há maneira mais simples de definir um certo grupo de pessoas que seguem uma determinada característica, seja de música, religião ou de baladas, como tribos. Há alguns anos, no Brasil, o antigo termo "baile" ganhou um novo nome, balada. Sinônimo de vida noturna e das constantes festas que acontecem regularmente em todo o país, as baladas japas são mais uma "variedade" cultural introduzida no Brasil. As diferenças são quase imperceptíveis, as músicas são basicamente as mesmas, e variam de pista para pista, da mesma forma como acontece nas baladas convencionais, os locais também são comuns e não fogem de um padrão de decoração com objetos japoneses e luminárias características das cidades do Japão como alguns podem pensar. A única excessão, é o público, e por ser uma balada japa a concentração de pessoas com os olhinhos puxados é claramente perceptível.

A diversidade também é grande e os japoneses não se limitam a frequentar apenas essa ou aquela balada. Em São Paulo, a Mortos Vivos, a Mega Festa, a Apple Music, a Infinity WithYou e a Friendz estão entre as mais famosas, além de outras que acontecem em varias épocas do ano. Existem porém, àquelas que fogem do padrão niponico e preferem a cultura ocidental tradicional, como um bom pagode, por exemplo. " Já fui e não gostei, acredito que não é necessária uma balada apenas para japoneses. É claro que isso é importante para a valorização da colônia no país, mas particularmente prefiro ir no Santa Aldeia e curtir o show do Exaltassamba", comenta a estudante de jornalismo Juliana Sato. Mesmo com essas particularidades, o que atrai ou afasta as pessoas dessas "baladas alternativas" são mesmo o público que à frequenta. Bandas de pagode, músicas de funk e de techno são comuns nas baladas japas e em diversas outras festas convencionais espalhadas pelo Brasil.

Um fato frustrante para os amantes da colônia japonesa dos outros estados é que as baladas japas acontecem apenas no Estado de São Paulo, "Para ser sincero desconheço festas da colônia que aconteçam fora da grande São Paulo", comenta o produtor da Apple Music, Fernando Viscaíno. Como em todas as tribos, essa também sofre das suas discriminações, "Imagina uma casa bem conceituada com uma enorme fila de orientais na porta, sempre acaba passando alguns convidados das casas ocidentais, eles tiram sarro e saem correndo com o carro. Já fiz uma festa que estrategicamente misturamos o público oriental e ocidental juntos e foi muito legal", comenta Hioki, produtor de baladas japas há 22 anos.

A divulgação das baladas é outro ponto discutível entre os frequentadores das baladas japas. Para alguns as " propagandas" apenas em site e folhetos entregues na saída das festas não é o suficiente. Para outros, a melhor forma de procurar um evento da cultura japonesa, é através dos sites. O estudante de medicina Wilson Morikawa Junior, acredita que a divulgação é bem feita ." Quem precisa saber somos nós que frequentamos e isso os organizadores junto com os sites fazem bem. As pessoas da comunidade sabem onde procurar as baladas, sem contar que a divulgação acontece com o próprio boca-a-boca dos amigos", completa. O site Nippo-Jovem trás a agenda completa das diversas baladas espalhadas pelo Estado e São Paulo.

Histórico

As baladas da colônia surgiram aproximandamente no final dos anos 80, por volta de 1988. A Apple Music era um dos nomes fortes da época e foi uma das primeiras a produzir uma balada voltada para colônia japonesa. Os "bailes" como eram chamados, normalmente acontenciam no Ipê Clube. No ínício, podia-se dizer que eram as melhores festas da comunidade, já que seus criadores procuravam inovar a cada evento. A união das pessoas da época ia muito mais além, do que a simples realização de um "baile", eles tinham os mesmos interesses, e se dividiam nas mais diversas funções. "As pessoas gostavam muito do que faziam independente da questão financeira, no final, o que conseguiamos arracadar era um bônus", comenta Fernando.

Assim, os esforço das partes que trabalhavam com o mesmo propósito proporcionou o início as baladas japas. Para Eduardo Hioki, elas foram criadas para manter a tradição de união dos nippo-brasileiros. "Antigamente o público era mais unido, hoje, está muito difícil de manter a nossa tradição e a tendência seria diminuir o público. A concorrência das festas grandes fora da colônia (Festa de Faculdade, Micaretas, Raves e outros), acabam afetando as nossas festas".

Quando perguntado sobre o porquê de uma balada apenas para japoneses, Fernando respondeu com uma nova pergunta, "E porque não? Festas jovens são tradicionais há décadas na colônia, acontencem regularmente em kaikans espalhados pelos país e sempre há um grupinho que reúne uma concentração de japoneses, não tenho dúvidas de que existem realmente àqueles que curtem estar em eventos desse tipo", completa.


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