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Jovens brasileiros são Mensageiros da Paz
Priscilla e Marcelo entregaram mais de 10 mil assinaturas pela paz para o secretário da ONU

Reportagem: Liliane Yoshino/NJ | Fotos: Arquivo Pessoal 

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Marcelo, Akimasa e Priscilla

Na organização YWCA

Em Berna, na Suíça, a caminho para Zurique

Em Hiroshima, em frente ao Memorial da Paz com os colegiais de Hiroshima
Muita gente não sabe, mas Priscilla Yumiko Fujikawa e Marcelo dos Santos Cremer, ambos com 15 anos de idade, foram os Mensageiros da Paz no Brasil. Um movimento que começou há dois anos, com os 60 anos da bomba de Hiroshima, e que reúne jovens de várias nacionalidades para colher assinaturas de seus países pela paz mundial.

Do dia 19 de agosto até o dia 2 de setembro, os mensageiros viajaram para Amsterdã, Genebra, União Européia, Berna, Tóquio, Hiroshima e Nagasaki, junto com Takashi Morita, presidente da Associação das Vítimas da Bomba Atômica no Brasil. Além disso, eles entregaram nas mãos do secretário da ONU as mais de 10 mil assinaturas do Brasil e fizeram um discurso em inglês. "No momento do discurso estava extremamente nervosa e em determinados momentos esquecia certas partes, até mesmo por tê-lo escrito dois dias antes, mas o tinha comigo para me auxiliar", explica a jovem Priscilla. E Marcelo completa. "A sensação de entregar as assinaturas foi, sem dúvida, uma das melhores de minha vida. Saber que nós com aqueles atos estávamos ajudando todos os sobreviventes do mundo e estávamos lutando por um mundo melhor foi algo inesquecível".

Mas não foi nada fácil conquistar o título de Mensageiro da Paz. Foi realizado um concurso de redação com o tema "Paz e Energia Nuclear" em português, inglês ou japonês. Dessa eliminatória, 12 jovens foram finalistas. A segunda e última etapa era uma entrevista.

Priscilla, a única candidata do Rio de Janeiro, ficou sabendo por um e-mail da professora do Kumon. "No momento em que li o e-mail percebi que a oportunidade que estive sempre procurando de fazer algo a favor da paz e de um mundo melhor estava naquele concurso". Ela conta que mesmo com algumas dificuldades cotidianas como provas, cursos e compromissos, ela conseguiu redigir o texto e mandá-las. Foi uma das 12 finalistas e a entrevista era no dia do seu aniversário, 23 de junho.

Já Marcelo soube do concurso através de um professor da escola antiga. "No ano passado, meu professor nos apresentou ao Sr.Takashi Morita que fez uma palestra para nós sobre o ataque atômico em Hiroshima", explica. Após essa palestra, Marcelo se interessou pelo assunto, pela luta contra as armas nucleares e ajuda aos sobreviventes. "Com a oportunidade do concurso eu vi que poderia ajudá-los em alguma coisa e me inscrevi".

Essa experiência mudou a visão dos dois jovens. Para a Marcelo, depois de conviver com pessoas que tanto sofreram, percebeu o quanto importante é aproveitar as oportunidades que a vida oferece e nunca desisitir de seus ideais. "Creio que outra perspectiva que se ampliou foi a de por maior que seja a catástrofe ou a queda, devemos sempre tentar nos reerguer e lutar para reconstruir aquilo que foi destruído", completa o jovem. Priscilla acredita que a paz não está tão longe quanto ela imaginava. "Tenho certeza que, se todos estivermos juntos e nos esforçando ao máximo para consegui-la, alcançaremos! Na minha vida, a paz agora tem um valor e uma importância muito maior", afirma.

 
Os caminhos dos Mensageiros da Paz do Brasil
Amsterdã
Conheceram o grupo todo (cerca de 30 pessoas)
Genebra
Conheceram associações a favor da paz (Global Union, YWCA e a Delegação Japonesa a favor do desarmamento) e depois foram para a ONU
Berna
Encontro com dois embaixadores da União Européia
Hiroshima
Memorial da Paz e o museu de Hiroshima. Convesaram com colegiais de algumas escolas locais.
Nagasaki
Reencontro com o grupo e visitaram o museu de Nagasaki. Encontro com o prefeito de Nagasaki, Tomihisa Taue
Tóquio
Entrevista para dois jornais e volta para o Brasil
 
Priscilla Fujikawa e Marcelo Cremer contam um pouco sobre o trabalho deles no exterior e os seus projetos
NJ: Nesses 14 dias de viagem o que vocês aprenderam?

Marcelo: Eu aprendi infinitas coisas, mas acho que o mais importante foi a visão de que mesmo muito jovens, nós ainda podemos tentar fazer alguma coisa para melhorar o mundo, mesmo que não seja algo muito grande. Mas nós podemos pelo menos tentar, que um dia vamos alcançar nosso objetivo, principalmente, se não desistirmos deles.

Priscilla: Aprendi a acreditar muito mais em nós mesmos. Saber que existem outras pessoas com o mesmo propósito que o seu é muito motivador. Posso dizer sem dúvidas que a paz está muito mais próxima do que todos nós imaginamos. A "paz" não é só para ser idealizada, mas também para ser concretizada.

 
NJ: A sua opinião sobre a tragédia mudou?

Marcelo: Após a visita do Sr. Morita e antes também, eu já havia estudado muito sobre tudo que ocorreu em Hiroshima e Nagasaki. Então, minha opinião não mudou muito. Eu creio que o que aumentou e só tende a aumentar mais é o meu desejo de ajudar todas aquelas pessoas que sobreviveram e de lutar em favor da paz.

Priscilla: Sim, agora entendo mais seriamente como foi terrível e o quanto as pessoas que vivenciaram o momento sofreram. Entendo também porque é tão importante que alcancemos a paz. Se algo tão catastrófico vier a acontecer novamente, acredito que não sobreviveremos.

 
NJ: O que vocês pretendem fazer agora?

Marcelo: Eu sou muito novo e infelizmente não há muito o que se fazer, mas eu acho que como alguém que já teve a oportunidade de fazer algo um pouco maior, eu devo tentar passar minhas experiências para o máximo de pessoas que encontrar e dizer a elas o quanto podemos lutar por nossos ideais, ainda mais quando eles buscam a paz. Além disso, participar de toda ação contra as guerras e armas nucleares.

Priscilla: Daqui para frente pretendo me esforçar muito mais. Continuar o movimento de alguma maneira, seja espalhando o nosso ato para conhecidos ou incentivando cada vez mais um número maior de pessoas a entrar nesta luta conosco.

 
Leia as redações que classificaram Priscilla e Marcelo

"Aquilo que eu mais gostei foi a oportunidade de entregar as assinaturas na ONU e poder fazer o discurso que sem dúvida foi a maior honra da minha vida".

Marcelo Cremer

"Para mim, quatro coisas se destacaram: a ida à ONU, ter conhecido todas as pessoas da delegação, ter conhecido pessoalmente o prefeito de Nagasaki e ter ido aos museus e ao Memorial da Paz".

Priscilla Fujikawa

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