Aos
23 anos, Goro Kodama é professor de shodô em
Santa Catarina
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Diversos
jovens espalhados pelo Brasil se encantam pela arte do shodô.
É o caso do professor Goro Kodama, de 23 anos, e do estudante
Daniel Hideo Kasa, de 24 anos.
Goro,
que nasceu em Brasília e mora em Florianópolis, descobriu
o shodô aos 10 anos. "Estudei em uma escola pública
no Japão, onde a arte é ensinada como uma matéria
obrigatória", revelou o também praticante de softbol.
Segundo ele, houve época em que praticava o shodô todos
os sábados de manhã. "Agora, quando arranjo um
tempinho de praticar, treino de 1 a 2 horas."
Goro
Kodama também é professor da arte oriental na Escola
de Língua Japonesa da Associação Nipo-Catarinense,
no Córrego Grande, em Florianópolis. As aulas ocorrem
uma vez semana, durante 1h30 e tem duração de três
meses. Para o curso, não é necessário saber japonês
e os kanjis (ideogramas) podem ser aprendidos na própria aula.
Já
o paulista Daniel Kasa se interessou pelo shodô quando estudava
o idioma japonês. "Tive vontade de praticar quando comecei
a ter prazer de escrever os ideogramas de modo balanceado e bonito",
contou o nikkei, que fez aulas durante cinco meses e em agosto retomou
os estudos da arte. Ele também é praticante de taikô
(tambor japonês) e kendô (esgrima oriental).
Daniel
pratica o shodô no primeiro e no terceiro sábado do mês,
das 13h às 17h, na Associação Ibaraki. São
mais 20 alunos. No futuro, o estudante gostaria de fazer os testes
para graduação na arte oriental.