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Hoje o Nippo-Jovem
vai falar sobre um assunto muito sério: a morte. "Este é
um assunto que evitamos ao máximo, mas também é a
única verdade para todos nós", alertam as psicólogas
do Núcleo Vida, Maria Lucia Camões da Costa e Maria Ioko
Otani.
Que ela é
inevitável, isso todos sabem, mas o problema é quando a
morte se torna uma preocupação excessiva, prejudicando a
vida da pessoa. Se você já sofreu com isso, ou conhece alguém
que está assim, confira as dicas das psicólogas para enfrentar
essa verdadeira barra:
O
medo / O problema
O
medo de morrer é mais comum do que você imagina.
Um dos fatores para isso é a perda de sentido da vida.
Cada vez mais as pessoas não encontram um motivo para viver:
uma crença, uma vocação, um objetivo a atingir.
Por isso tanta gente acha a vida sem graça.
A
solução
Pare
e pense no que gosta. Reflita sobre o que ainda pretende fazer
durante a vida. A partir disso, siga seus sonhos ou defina seus
objetivos. Mesmo que encontre obstáculos ou a concretização
deles não dê certo, pelo menos você vai ter
a certeza de que lutou e deu o melhor de si para conseguí-lo!
A morte,
graças a Deus, não é previsível. Mesmo
em caso de doenças graves, podem acontecer curas surpreendentes.
Pense bem: não é por causa de uma dúvida
que você deixará de curtir a vida.
Todo
mundo sente medo. Que bom! O medo é uma resposta natural
dirigida à sobrevivência do homem.
Outras
dicas:
Procure tomar bastante sol e fazer exercícios
aeróbicos.
Agora que sabe que a vida pode acabar a qualquer momento, aproveite-a!
Mas sem desespero, para não exagerar!
Dependendo da intensidade, você pode estar sofrendo com
a síndrome do pânico. Se os sintomas se prolongarem,
procure um psicólogo e faça psicoterapia. Caso o
médico indique medicamentos antidepressivos, não
se assuste, pois eles não causam dependência física.
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Luto
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É
quando a morte nos atinge de perto, levando alguém que
conhecemos, que percebemos como isso envolve sofrimento. E, então,
tudo muda! Precisamos encarar que não mais veremos no dia-a-dia
essa pessoa, que haverá datas, festas, ocasiões
especiais em que ela não estará mais presente. Nesse
momento, torna-se necessário refazer a vida sem aquela
pessoa.
Agora que você viu como as pessoas que o cercam são
importantes, curta-as!
Aproveite a presença de seus familiares, que vivem dentro
da mesma casa, mas às vezes ficam tão longe de nosso
dia-a-dia! Reaproxime-se de seus velhos amigos. Valorize seu namorado
(a).
Conscientize-se da importância da sua saúde e não
cometa excessos. Alimente-se de forma saudável, faça
esporte ou exercícios. Incentive quem você gosta
a fazer o mesmo!
Enfrente o problema, só assim você poderá
se ver livre dele! Ficar "remoendo" o que poderia ter
sido feito só faz mal à sua saúde.
Perdas são sempre dolorosas, mas ajudam a crescer e, depois
de atravessar esse luto, você vai saber aproveitar ainda
mais a vida. Nunca se esqueça: a saudade dura para sempre,
mas o luto deve acabar!
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Para
refletir...
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"O
medo não é uma perturbação psicológica.
Ele é parte da nossa própria
alma. O que é decisivo é se o medo
nos faz rastejar ou se ele nos faz voar.
Quem, por causa do medo, se encolhe e
rasteja, vive a morte na própria vida. Quem, a
despeito do medo, toma o risco e voa, triunfa
sobre a morte. Morrerá, quando a morte vier.
Mas só quando ela vier. Viver a vida, aceitando o
risco da morte: isso tem o nome de coragem.
Coragem não é ausência do medo. É viver,
a despeito do medo."
(Rubem
Alves, "Tenho medo...",
in: Crônicas diversas)
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