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Medo de morrer
Aprenda a lutar contra o maior de todos os medos
Texto: Francine Shimizu/NJ| Fotos: Divulgação

Hoje o Nippo-Jovem vai falar sobre um assunto muito sério: a morte. "Este é um assunto que evitamos ao máximo, mas também é a única verdade para todos nós", alertam as psicólogas do Núcleo Vida, Maria Lucia Camões da Costa e Maria Ioko Otani.

Que ela é inevitável, isso todos sabem, mas o problema é quando a morte se torna uma preocupação excessiva, prejudicando a vida da pessoa. Se você já sofreu com isso, ou conhece alguém que está assim, confira as dicas das psicólogas para enfrentar essa verdadeira barra:

O medo / O problema
O medo de morrer é mais comum do que você imagina. Um dos fatores para isso é a perda de sentido da vida. Cada vez mais as pessoas não encontram um motivo para viver: uma crença, uma vocação, um objetivo a atingir. Por isso tanta gente acha a vida sem graça.

A solução
Pare e pense no que gosta. Reflita sobre o que ainda pretende fazer durante a vida. A partir disso, siga seus sonhos ou defina seus objetivos. Mesmo que encontre obstáculos ou a concretização deles não dê certo, pelo menos você vai ter a certeza de que lutou e deu o melhor de si para conseguí-lo!

A morte, graças a Deus, não é previsível. Mesmo em caso de doenças graves, podem acontecer curas surpreendentes. Pense bem: não é por causa de uma dúvida que você deixará de curtir a vida.

Todo mundo sente medo. Que bom! O medo é uma resposta natural dirigida à sobrevivência do homem.

Outras dicas:
• Procure tomar bastante sol e fazer exercícios aeróbicos.

• Agora que sabe que a vida pode acabar a qualquer momento, aproveite-a! Mas sem desespero, para não exagerar!

• Dependendo da intensidade, você pode estar sofrendo com a síndrome do pânico. Se os sintomas se prolongarem, procure um psicólogo e faça psicoterapia. Caso o médico indique medicamentos antidepressivos, não se assuste, pois eles não causam dependência física.


Luto

É quando a morte nos atinge de perto, levando alguém que conhecemos, que percebemos como isso envolve sofrimento. E, então, tudo muda! Precisamos encarar que não mais veremos no dia-a-dia essa pessoa, que haverá datas, festas, ocasiões especiais em que ela não estará mais presente. Nesse momento, torna-se necessário refazer a vida sem aquela pessoa.

• Agora que você viu como as pessoas que o cercam são importantes, curta-as!

• Aproveite a presença de seus familiares, que vivem dentro da mesma casa, mas às vezes ficam tão longe de nosso dia-a-dia! Reaproxime-se de seus velhos amigos. Valorize seu namorado (a).

• Conscientize-se da importância da sua saúde e não cometa excessos. Alimente-se de forma saudável, faça esporte ou exercícios. Incentive quem você gosta a fazer o mesmo!

• Enfrente o problema, só assim você poderá se ver livre dele! Ficar "remoendo" o que poderia ter sido feito só faz mal à sua saúde.

• Perdas são sempre dolorosas, mas ajudam a crescer e, depois de atravessar esse luto, você vai saber aproveitar ainda mais a vida. Nunca se esqueça: a saudade dura para sempre, mas o luto deve acabar!


Para refletir...

"O medo não é uma perturbação psicológica.
Ele é parte da nossa própria
alma. O que é decisivo é se o medo
nos faz rastejar ou se ele nos faz voar.
Quem, por causa do medo, se encolhe e
rasteja, vive a morte na própria vida. Quem, a
despeito do medo, toma o risco e voa, triunfa
sobre a morte. Morrerá, quando a morte vier.
Mas só quando ela vier. Viver a vida, aceitando o
risco da morte: isso tem o nome de coragem.
Coragem não é ausência do medo. É viver,
a despeito do medo."

(Rubem Alves, "Tenho medo...",
in: Crônicas diversas)

 
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