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Tecladista das bandas Trash Pour 4, Cérebro Eletrônico, Jumbo Elektro, Dudu Tsuda recentemente se tornou o novo tecladista do Pato Fu. Dudu participa também da criação musical de instalações, circuito de moda, teatro e dança.

Dados
Nome: Carlos Eduardo Tsuda
Apelido: Dudu
Signo: Touro
Profissão: Músico, produtor musical e artista multimídia. Formado em Comunicação Social em Multimeios pela PUC-SP
Onde nasceu: São Paulo
Onde mora: São Paulo

Curiosidades
Curiosidades:
Adoro ler tabelas nutricionais. E não é por motivos de regime
Mania: Buscar a perfeição
Coleção: Roupas raras e discos
Adora: Lugares mais silenciosos, com menos estímulos e mais profundidade
Odeia: Multidão
Superstição: Reclamar e falar mal dos outros atrai energia negativa
Filme inesquecível: Há vários por razões diversas. Por isso, não me arrisco a escolher um
Livro de cabeceira: Sonhos de Einstein, Alan Lightman
Comida: Algo refinado e ousado
Lugar: Lugares aconchegantes com meia luz
Medo: De pessoas complicadas, difíceis de entender
Atriz: Fernanda Montenegro
Ator: Alan Rickman
Defeito: Estou sempre atrasado
Qualidade: Criatividade

Perguntas
NJ: Quando surgiu seu interesse pela música?
Toco piano desde os 11 anos. Fui estudando, não muito formalmente. Fui para a França em 1999 e comecei a tocar. Ao voltar, conheci o Gustavo Ruiz, que tinha uma banda [Gustavo toca com Dudu no Trash Pour 4]. Conheci o Patah no Cérebro Eletrônico e surgiu então o Jumbo Elektro. Fiz trilhas sonoras e faço algumas para a companhia de dança no qual estou há cinco anos, o Núcleo Artérias, que já ganhou vários prêmios, inclusive dois prêmios APCA [promovido pela Associação Paulista de Críticos de Arte].

NJ: Como foi o início do Trash Pour 4?
A gente começou se divertindo, todo mundo era meio nerd. Acha engraçado e ficava horas fazendo arranjos. E dá risada fazendo isso, é casual. A gente foi tocar num bar, um cara ouviu a demo, gostou e tocou na rádio. Um cara da gravadora ouviu, foi lá e contratou a gente. Não tinha plano, era uma diversão. Somos espontâneos. A gente não faz esforço, parece até um esforço negativo. E foi acontecendo por acaso.
A gente começou tocando de graça. Não é fácil. O país é muito tupiniquim, não tem cultura de investimento. É tudo meio mais ou menos, a gente vai se adequando. É muito realidade, você passa por uma série de problemas.

NJ: Recentemente, uma de suas bandas, o Trash Pour 4, fez shows na Europa. Como surgiu essa oportunidade de tocar lá?
Uma amiga da Fernanda Takai organizava as turnês dela pela Europa. A banda gravou com a Fernanda e ficou meio próximo. A gente comprou passagens para o Festival Lesboa Party e foram pintando vários convites. Um amigo da Secretaria da Cultura tinha indicado a gente para tocar em Cannes, falando queria que a gente participasse. Foi por acaso.

NJ: Além de músico, você faz instalações. Como foi o primeiro contato com as artes?
Foi sem querer querendo. A responsável por tudo foi a PUC, onde estudei. Fui me envolver com arte lá e pude ter contato com gente que connhecia a área. Tenho professores meus que fazem instalação. E eu fui criando. Um amigo meu faz instalação, eu crio e outro amigo faz a programação visual, o núcleo. Este ano serão quatro animações.

NJ: Ser descendente de japonês ajuda ou atrapalha na sua profissão? Qual sua relação com a cultura japonesa?
Ajuda. As pessoas têm uma simpatia por japoneses. As pessoas associam muito, do ponto de vista imagético. A Mariá [baterista do TP4] é muito bonita e os caras vêem o japonês. É uma espécie de identificação já estabelecida. É assim e não adianta querer mudar. Não é necessariamente bom ou ruim, benéfico ou depreciativo. Mas é um preconceito positivo. Por outro lado, se um japonês consegue fazer alguma coisa em ioga, por exemplo, acham que é só por ser japonês que consegue. Tenho pouco contato com a cultura. Sou brasileiro mas não nego minha ligação. Sou super ligado a minha avó, mas meu dia-a-dia não é estereotipado.

NJ: Que momento você considera inesquecível? E qual apagaria se pudesse?
Lembro a primeira vez que cheguei em Paris. Peguei o metrô, tinha 18 anos. É um cheiro diferente, foi muito louco. Voltei em 2006, quando toquei em Barcelona, no festival Brasil no Ar. As situações ruins são boas de alguma maneira só por ter vivido. Nunca gostaria de esquecer alguma coisa ruim.

NJ: Que dica daria para quem pretende iniciar na carreira artística?
Quando você está começando, é meio um zé-ninguém. Tudo depende muito de uma série de fatores, como autenticidade, de ser verdadeiro com você mesmo. É muito importante também saber trabalhar em grupo – saber impor, saber ceder, ter jogo de cintura. Ser uma pessoa antenada, ler muito, pesquisar muito, ir a exposições e shows. Focar no estudo. Você tem de entender algumas coisas, se situar no que já aconteceu. Deve pesquisar e não ficar só em fazer algo que fica mais atraente, que chama mais público. É de levar a sério o que está fazendo. Tem de elevar o nível cultural, porque você consegue ver melhor, consegue um diálogo de nível muito mais alto com seus colaboradores. Você cria sua própria sorte, prepara o terreno para a próxima oportunidade. A pessoa tem de ter informação, formação, qualidade, quantidade e persistência.

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